quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DE ENTENDER OS PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR




Os problemas de aprendizagem referem-se às situações difíceis enfrentadas pela criança normal e pela criança com desvio do quadro normal, mas com expectativa de aprendizagem a longo prazo (alunos multirepetentes). (JOSÉ & COELHO, 1995, p.23).
Pela intensidade com que apresentam os sintomas e comportamentos infantis, pela duração que eles têm na vida escolar e pela participação do lar e da escola nos processos problemáticos, fica difícil para o professor diferenciar um distúrbio de um problema de aprendizagem. (id. Ibid).
Ao educador cabe apenas detectar as dificuldades de aprendizagem que aparecem em sala de aula, principalmente nas escolas mais carentes, e investigar as causas de forma ampla, que abranja os aspectos orgânicos, neurológicos, mentais, psicológicos adicionados à problemática ambiental em que a criança vive. Essa postura facilita o encaminhamento da criança a um especialista que, ao tratar da deficiência, tem condições de orientar o professor a lidar com o aluno em salas normais ou, se considerar necessário, de indicar sua transferência para salas especiais. (id. Ibid).
Nesse trecho começa a mostrar qual a importância, de se saber e identificar problemas de aprendizagem. Como o professor vai manter sua sala num nível educacional adequado se ele não souber onde está e qual é o problema e pedir auxílio ou uma outra exigência como a criança que foge do comportamento normal aceitável.
São inúmeros fatores que podem desencadear em problema ou distúrbio de aprendizagem. São consideradas fundamentais:
·         Fatores orgânicos: saúde física deficiente, alimentação inadequada, etc.
·         Fatores psicológicos: inibição, fantasia, ansiedade, angústia, inadequação à realidade, sentimento generalizado de rejeição, etc.
·         Fatores ambientais: o tipo de educação familiar, o grau de estimulação que a criança rebecebeu desde os primeiros dias de vida, etc. (Id.Ibid, p. 25).
Quanto aos distúrbios provocados pela própria escola e pelos professores, instalar um setor de orientação educacional, psicológica e pedagógica nas escolas ou para um grupo de escolas seria de grande ajuda. Os professores seriam orientados na adequação do programa, na elaboração de métodos a serem aplicados e na forma ideal de atender as crianças que apresentam problemas de aprendizagem.
A educação espacial, porém, ainda é uma utopia na realidade brasileira. Somente as classes sociais mais abastadas conseguem educar adequadamente uma criança com dificuldades de aprendizagem. Na escola pública, o professor deve contar com seus próprios conhecimentos e, ao detectar qualquer distúrbio, solicitar ajuda da família do aluno, para que, juntos, possam ajudar a criança a superar suas dificuldades. (Id. Ibid, p.25).
A questão é que devido à complexidade dos fatores apresentados como os problemas de aprendizagem, é tratado com descaso em algumas escolas públicas e os professores por sua vez não encontram apoio e estão despreparados para oferecer qualquer solução.
Outra questão percebida é a crítica às crianças que possuem algum problema que o professor ou desconheça ou não tolere, como a gagueira por exemplo.
A falta de atenção seletiva é um dos fatores decorrentes dos problemas de aprendizagem, e ocorre naturalmente nas escolas, sendo muitas vezes confundida com outros fatores. Muitos professores se queixam de seus alunos por não prestarem atenção as suas aulas, e quando perguntados não sabem nem se quer do que foi dito, se houvesse algum conhecimento por parte desses professores certamente saberiam que existem muitas explicações para tal atitude. Desde que seja função do professor observar e anotar questões sobre o seu aluno, seria importante que estes se preocupassem com os motivos, e para tal seria necessário que estivesse capacidade para tal avaliação.
“É função do professor verificar a existência de problemas visuais em seus alunos, através de observações de suas atitudes e rendimento escolar, além de aplicação de testes de acuidade.”
(Jose & Coelho, 1995, p. 143)
Ao educador cabe examinar e acompanhar o comportamento de cada criança dentro da expectativa de um padrão médio normal, assim como avaliar o resultado da aprendizagem de acordo com a media do grupo ao qual a criança pertence.
É de sua competência não deixar exclusivamente por conta das ‘diferenças individuais’ os possíveis problemas, algumas vezes de ordem apenas psicológica (família ou social), mas detectar prováveis causas orgânicas – neste caso, além do encaminhamento psicológico, também o acompanhamento médico (neurologista) se faz necessário (Id. Ibid, p.158-159)
Já que seria da competência do professor, porque não colocar disciplinas nas faculdades de educação que favoreçam o desempenho deste na sala de aula. A prioridade atualmente está para diminuir o currículo, de quatro para três, a UNEB (Universidade do Estado da Bahia) no final do ano de 2003 para início de 2004, mudou o currículo, modificando de três anos para quatro, ou quatro anos e seis meses, mas o que mais importa é que disciplinas serão acrescentadas? Qual a importância desta para o professor? Já que infelizmente não temos disciplina que nos coloque numa situação segura principalmente em relação a saber lidar com o aluno, dentro de uma sala de aula.
Dentre as inúmeras abordagens, foram selecionadas algumas:
Para alguns médicos, psicólogos ou educadores, distúrbios são problemas ou dificuldades no processo de ensino-aprendizagem. Isso porque, para esse grupo, distúrbios são perturbações de origem biológica, neurológica, intelectual, psicológica, sócio-econômica ou educacional, encontradas em escalares, que podem tornar-se problemas para a aprendizagem dessas crianças (Tarnopal[1], ap. Drouet, 1990, p.91)
Um segundo grupo, por sugestão de Kirk e Baterman, em 1962, prefere reservar a expressão distúrbios de aprendizagem apenas para aqueles casos de crianças com dificuldade de aprendizagem de causas desconhecidas, uma vez que essas crianças não apresentam defeitos físicos, sensoriais, emocionais ou intelectuais de espécie alguma. Suas dificuldades recebiam várias designações, tais como: hiperatividade, hipercinesia, síndrome de criança hiperativa, disfunção cerebral mínima, dificuldade de aprendizagem ou disfunção na aprendizagem (Kirk & Baterman 1962, ap. Drouet, 1990, p.91-92)
Segundo Alan Ross, em seu livro Distúrbios psicológicos na infância, o termo distúrbio abrange uma variedade de problemas de diferentes espécies e devido a causas diferentes, o que pode ocasionar confusão no diagnóstico e mesmo tratamento. Todas essas crianças têm em comum a dificuldade de aprendizagem em condições normais de sala de aula. Ross então sugere que o termo distúrbio de aprendizagem fique restrito apenas a casos cujos sintomas revelem dificuldades de atenção seletiva.[2] Essas dificuldades significam um retardo no desenvolvimento mental da criança. Geralmente não são deficiências irreversíveis, mas uma forma de imaturidade. (Allan Ross ap. Drouet, 1990, p.92)




[1] Tarnopal, Distúrbios de leitura, uma perspectiva internacional, ap. Drouet, 1990, p.91)
[2] entenda-se por atenção seletiva a capacidade de selecionar, dentre os numerosos estímulos recebidos, os que interessam, e de responder a um ou a um certo número deles ao mesmo tempo.

A IMPORTÂNCIA DE ENTENDER OS PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR




Os problemas de aprendizagem referem-se às situações difíceis enfrentadas pela criança normal e pela criança com desvio do quadro normal, mas com expectativa de aprendizagem a longo prazo (alunos multirepetentes). (JOSÉ & COELHO, 1995, p.23).
Pela intensidade com que apresentam os sintomas e comportamentos infantis, pela duração que eles têm na vida escolar e pela participação do lar e da escola nos processos problemáticos, fica difícil para o professor diferenciar um distúrbio de um problema de aprendizagem. (id. Ibid).
Ao educador cabe apenas detectar as dificuldades de aprendizagem que aparecem em sala de aula, principalmente nas escolas mais carentes, e investigar as causas de forma ampla, que abranja os aspectos orgânicos, neurológicos, mentais, psicológicos adicionados à problemática ambiental em que a criança vive. Essa postura facilita o encaminhamento da criança a um especialista que, ao tratar da deficiência, tem condições de orientar o professor a lidar com o aluno em salas normais ou, se considerar necessário, de indicar sua transferência para salas especiais. (id. Ibid).
Nesse trecho começa a mostrar qual a importância, de se saber e identificar problemas de aprendizagem. Como o professor vai manter sua sala num nível educacional adequado se ele não souber onde está e qual é o problema e pedir auxílio ou uma outra exigência como a criança que foge do comportamento normal aceitável.
São inúmeros fatores que podem desencadear em problema ou distúrbio de aprendizagem. São consideradas fundamentais:
·         Fatores orgânicos: saúde física deficiente, alimentação inadequada, etc.
·         Fatores psicológicos: inibição, fantasia, ansiedade, angústia, inadequação à realidade, sentimento generalizado de rejeição, etc.
·         Fatores ambientais: o tipo de educação familiar, o grau de estimulação que a criança rebecebeu desde os primeiros dias de vida, etc. (Id.Ibid, p. 25).
Quanto aos distúrbios provocados pela própria escola e pelos professores, instalar um setor de orientação educacional, psicológica e pedagógica nas escolas ou para um grupo de escolas seria de grande ajuda. Os professores seriam orientados na adequação do programa, na elaboração de métodos a serem aplicados e na forma ideal de atender as crianças que apresentam problemas de aprendizagem.
A educação espacial, porém, ainda é uma utopia na realidade brasileira. Somente as classes sociais mais abastadas conseguem educar adequadamente uma criança com dificuldades de aprendizagem. Na escola pública, o professor deve contar com seus próprios conhecimentos e, ao detectar qualquer distúrbio, solicitar ajuda da família do aluno, para que, juntos, possam ajudar a criança a superar suas dificuldades. (Id. Ibid, p.25).
A questão é que devido à complexidade dos fatores apresentados como os problemas de aprendizagem, é tratado com descaso em algumas escolas públicas e os professores por sua vez não encontram apoio e estão despreparados para oferecer qualquer solução.
Outra questão percebida é a crítica às crianças que possuem algum problema que o professor ou desconheça ou não tolere, como a gagueira por exemplo.
A falta de atenção seletiva é um dos fatores decorrentes dos problemas de aprendizagem, e ocorre naturalmente nas escolas, sendo muitas vezes confundida com outros fatores. Muitos professores se queixam de seus alunos por não prestarem atenção as suas aulas, e quando perguntados não sabem nem se quer do que foi dito, se houvesse algum conhecimento por parte desses professores certamente saberiam que existem muitas explicações para tal atitude. Desde que seja função do professor observar e anotar questões sobre o seu aluno, seria importante que estes se preocupassem com os motivos, e para tal seria necessário que estivesse capacidade para tal avaliação.
“É função do professor verificar a existência de problemas visuais em seus alunos, através de observações de suas atitudes e rendimento escolar, além de aplicação de testes de acuidade.”
(Jose & Coelho, 1995, p. 143)
Ao educador cabe examinar e acompanhar o comportamento de cada criança dentro da expectativa de um padrão médio normal, assim como avaliar o resultado da aprendizagem de acordo com a media do grupo ao qual a criança pertence.
É de sua competência não deixar exclusivamente por conta das ‘diferenças individuais’ os possíveis problemas, algumas vezes de ordem apenas psicológica (família ou social), mas detectar prováveis causas orgânicas – neste caso, além do encaminhamento psicológico, também o acompanhamento médico (neurologista) se faz necessário (Id. Ibid, p.158-159)
Já que seria da competência do professor, porque não colocar disciplinas nas faculdades de educação que favoreçam o desempenho deste na sala de aula. A prioridade atualmente está para diminuir o currículo, de quatro para três, a UNEB (Universidade do Estado da Bahia) no final do ano de 2003 para início de 2004, mudou o currículo, modificando de três anos para quatro, ou quatro anos e seis meses, mas o que mais importa é que disciplinas serão acrescentadas? Qual a importância desta para o professor? Já que infelizmente não temos disciplina que nos coloque numa situação segura principalmente em relação a saber lidar com o aluno, dentro de uma sala de aula.
Dentre as inúmeras abordagens, foram selecionadas algumas:
Para alguns médicos, psicólogos ou educadores, distúrbios são problemas ou dificuldades no processo de ensino-aprendizagem. Isso porque, para esse grupo, distúrbios são perturbações de origem biológica, neurológica, intelectual, psicológica, sócio-econômica ou educacional, encontradas em escalares, que podem tornar-se problemas para a aprendizagem dessas crianças (Tarnopal[1], ap. Drouet, 1990, p.91)
Um segundo grupo, por sugestão de Kirk e Baterman, em 1962, prefere reservar a expressão distúrbios de aprendizagem apenas para aqueles casos de crianças com dificuldade de aprendizagem de causas desconhecidas, uma vez que essas crianças não apresentam defeitos físicos, sensoriais, emocionais ou intelectuais de espécie alguma. Suas dificuldades recebiam várias designações, tais como: hiperatividade, hipercinesia, síndrome de criança hiperativa, disfunção cerebral mínima, dificuldade de aprendizagem ou disfunção na aprendizagem (Kirk & Baterman 1962, ap. Drouet, 1990, p.91-92)
Segundo Alan Ross, em seu livro Distúrbios psicológicos na infância, o termo distúrbio abrange uma variedade de problemas de diferentes espécies e devido a causas diferentes, o que pode ocasionar confusão no diagnóstico e mesmo tratamento. Todas essas crianças têm em comum a dificuldade de aprendizagem em condições normais de sala de aula. Ross então sugere que o termo distúrbio de aprendizagem fique restrito apenas a casos cujos sintomas revelem dificuldades de atenção seletiva.[2] Essas dificuldades significam um retardo no desenvolvimento mental da criança. Geralmente não são deficiências irreversíveis, mas uma forma de imaturidade. (Allan Ross ap. Drouet, 1990, p.92)




[1] Tarnopal, Distúrbios de leitura, uma perspectiva internacional, ap. Drouet, 1990, p.91)
[2] entenda-se por atenção seletiva a capacidade de selecionar, dentre os numerosos estímulos recebidos, os que interessam, e de responder a um ou a um certo número deles ao mesmo tempo.

sábado, 8 de setembro de 2012

AS DROGAS E AS ESCOLAS PÚBLICAS





As escolas públicas, á família contam ultimamente com ajuda de Ong's e do próprio governo com preparo de professores, de profissionais em geral, através de cursos, como o curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas, e do auxilio de muitos Órgãos diretamente interligados nessa realidade não só do país, mas algo que diz respeito ao mundo inteiro.
A escola pública infelizmente tem passado por muitos problemas no decorrer das décadas, "escola tem sido apontada como local de primeiro contato com substâncias psicoativas.(1)" 
Sendo dessa forma, a escola não pode ser deixada de lado, como algo que não seria da sua conta, a escola passa a ser o lugar fundamental para ajudar a instruir não só seu corpo discente mas também a família destes, pois de que adiantaria intervir somente na sala de aula se o aluno vai para casa e muitas vezes se depara com uma família desestruturada, que não o percebe e portanto não vai auxiliá-lo nessa compreensão.
As Ong's por outro lado tem um outro perfil:
"principal ajuda para quem tenta se livrar das drogas ou do álcool no Brasil vem de organizações não-governamentais. Cerca de 60% das ações de prevenção, tratamento e redução de danos para dependentes são realizadas por instituições sem vínculo direto com o governo. A maior parte leva em conta a concordância do paciente no tratamento e a participação da família na recuperação.(2)"
As instituições ligadas diretamente ao governo por outro lado comportam o assunto de uma forma mais abrangente, já que ao contrário da escola, o seu objetivo principal é a prevenção e tratamento dos dependentes de drogas e dos que estão em situação de risco. São eles: Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD, Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas - OBID, Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas - CONAD(3), entre outros.
Em sumo, a escola não está sozinha para resolver os problemas relacionados diretamente à droga, e com o auxílio de todos será possível se não extinguir, mas evitar novas vítimas desse mal que ronda o mundo como um todo. Cabe à todos esse dever, e se deve exigir de todos que se cumpra.








(1)INTERVINDO NA RELAÇÃO ESCOLA E DROGAS
Gerlane Barbosa da Silva; Ana Martins Tomaz; Camila de Oliveira Bandeira; Dávila 
Cristina da Silva Nepomucena, Fabíola Barrocas Tavares, Centro de Educação/Departamento de Fundamentação de Educação/PROLICEN.
(3Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD
Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas - OBID
http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/index.php
Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas - CONAD
http://www.obid.senad.gov.br/portais/CONAD/index.php
Programa Crack é Possível é Vencer!
http://www.brasil.gov.br/enfrentandoocrack/home 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A Agressividade na sala de aula e a culpa legada ao professor

A AGRESSIVIDADE NA SALA DE AULA 


Muitas vezes deparamos com alguns dizeres que partem de gestores, coordenadores e dos próprios pais, onde expõem-se colocando a culpa da agressividade dos alunos, de seus filhos, no professor, que é visto como aquele que tem que "se virar" para fazer com que alunos que são "educados" no lar ouvindo muitas vezes de pai ou de mãe quando muitas vezes dos dois, para agredir os demais colegas, simplesmente  ignore isso e passe a se interessar pela aula. Ora, de que forma interessar alunos desestimulados, educados para agredir pela cultura orientada em sua casa e muitas vezes pelo tipo de comunidade que vivem?  Pois, a organização da escola deve começar pela gestão e coordenação logo na entrada.  Escolas com a precariedade que lhe é inerente, situadas em locais de dificil acesso, onde os materiais tecnológicos são negados sob pena de serem destruídos pelos alunos, devido a sua indisciplina, que é dita pelo próprio gestor muitas vezes, é dificil de encontrar uma interação sadia entre corpo docente, discente comunidade e pais. Como modificar uma sala de aula indisciplinada (badernas, vandalismos e brigas), com alunos que não respeitam a presença do professor, sem os recursos necessarios para estimular os alunos? Como fica a situação do Professor? Ele tem que comprar DVD, televisão, e outros equipamentos com o salário dele para estimular os alunos? O governo dá os equipamentos porém eles nem sempre chegam a sala de aula e ai?
Várias perguntas e respostas fantasiosas, encontramos em livros de vários autores, respostas maravilhosas que na prática não funcionam, o professor sozinho não resolve nada, a menos que a família, a gestão, à coordenação, pessoal de apoio, enfim todos se envolvam e se comprometam com a disciplina não somente em sala de aula, como também nos lugares de acesso como corredores, pátios etc., ao invés de culpar o professor, a facilidade em por a culpa em alguém que não sejam eles mesmos é um ato de extrema irresponsabilidade e incompetência de gestores e familiares, pois ao abdicar de olhar seus defeitos olham como se os mesmos pertencessem aos professores e se eximem de resolvê-los, e não precisam ir longe apenas "detonam": "se meu filho bateu no tal colega, onde estava o professor que não viu?" Fácil a resposta,  por que não dizem: “desculpe professor, pois meu filho deveria está na sala de aula para aprender e não para bater. E o gestor apoiar ao professor ao invés de colocar os pais contra eles, o que de forma alguma é apoiado pelos seus superiores que não desejam que o professor enlouqueçam e exigem dos mesmos que tomem atitude para com estes tipos de alunos.
A falta de apoio da gestão escolar quando existe, também contribui para a indisciplina na sala de aula, a desorganização na entrada, os alunos sobem estabanados para a sala de aula, não fazem fila, não aceitam colaborar com o professor quando o mesmo necessita de seu apoio, se o mesmo insiste é chamado de incompetente, “você não está sabendo controlar sua sala de aula”. Por que não diz: “Como podemos resolver o problema de indisciplina na sua sala de aula?” Ao se chamar pais os colocam contra os professores e muitas vezes dizem: “é só a sala desta ou deste professor que é assim” posando de competente, enquanto na realidade o problema se estende por mais três salas de aula, mas aí o problema seria geral e não do professor, como o gestor resolveria, a menos que admitisse que tivesse sua parcela de culpa nisso?.
Hoje em dia com as atuais más informações despejadas nas mídias (televisão, internet) e jogos de PC, Playstation, etc. auxiliam também a indisciplina na sala de aula, alunos que estão acostumados em lan houses, com o próprio computador, celular, é dificil aceitarem aulas expositivas e mesmo  participativas, diante de tantas variedades de recursos que o professor pode usar e ficam de mãos atadas, têm principalmente nas escolas municipais e estaduais, que aceitar o mínimo porque os gestores por preconceito ou não, não querem correr o risco de esses alunos destruírem os equipamentos que são oferecidos exatamente para ajudar aos professores a estimular os alunos, principalmente aqueles revoltados devido ao autoritarismo dos pais em casa (pancadas, xingamentos,e empurrões) vingando seus problemas pessoais em seus colegas e professores, que muitas vezes são agredidos verbalmente pelas mães destes. Que dizem, ele puxou a mim, "não leva disaforo para casa". Tem que bater.
Enfim culpar o professor é fácil, é o mesmo que garantir ser reeleito se gestor e para os familiares mais fácil ainda, fechar os olhos para a realidade do filho e um dia pagar caro por isso, pois seus filhos levarão adiante e outros como eles também, não aceitarão serem agredidos e resolverão tudo na “porrada”, pois tal como seus pais ensinaram é a melhor maneira de resolver um problema, imagine se os professores resolvessem adotar tal método? Ainda bem que nisso somos superiores, mas chegará um momento em que o professor desistirá da sala de aula, para trabalhar em outra profissão em que não tenha que por obrigação dá educação doméstica, reeducar os modos dos filhos que logo quando chegar em casa deseducará, pois o que o professor ensinou de nada adiantará e correrá o risco de ser espacando e ainda no final do mês receber o salário que por maior que seja hoje em dia, nunca compensará tal sacrifício.

Autora: Katia Nascimento